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A Minha História de Cringe Na Mesa De Voto

Bem… Ontem , como sabem, foi o dia de votos antecipados. Fui votar por volta da 13h e apanhei uma fila enorme, tinha quase dois kilómetros, eu medi. A fila por acaso até andava bem e em talvez menos de uma hora e meia estava a entrar na faculdade de direito. Lá dentro apanhei mais cerca de meia hora para votar mas eventualmente chegou a minha vez.

Entrei na sala de voto, dei o meu CC, eles fizeram a lenga-lenga toda de cantar o meu nome e lá me deram a folha de voto. Curiosamente, com esta deram-me também um evelope branco. Ao que parece os votos antecipados têm que ficar bem selados até ao dia da contagem e por isso vai cada um num envelope. Bem, fui para a mesa de voto, e primeiro mini fail: não tinha caneta. Volto aos dudes, peço uma caneta, e agora sim estou pronto para votar. Fiz o meu rabisco num dos mânfios que estavam na folha, e tive que fazer a cena meio awkward de dobrar a folha em três partes porque a tinha que por num envelope normal. Volto, com o meu voto envelopado, para os gajos e ao entrega-lo o dude avisa-me que a flapzinha do envelope estava aberta e que o voto só era válido se estivesse selado. Por isso mandou-me voltar para a mesa de voto para o fechar. Voltei para a privacidade da mesa de voto e olhei para o interior da flap do envelope: Tinha aquele material meio brilhante dos envelopes que se fecham com uma lambidela, por acaso ainda no outro dia enviei uma carta num envelope destes e portanto estava treinado a concentrar a quantidade ideal de saliva na ponta da língua para uma coisa destas, mas mesmo assim achei super mal pensado que usassem isto em tempo de pandemia. De qualquer das formas, puxei a máscara para baixo, dei uma boa lambidela molhada ao envelope, e fechei e vinquei a flap que ficou segura em baixo. Bem… ao que parece nao ficou BEM segura porque na altura que estava a dar o envelope ao gajo a flap já estava aberta outra vez. “pus muita saliva”, pensei eu. O dude olhou para mim como se eu fosse atrasado e disse “isto está aberto, você não foi ali fazer nada” e achando que eu sou burro que chegue para desistir da regra de que isto tinha que ser fechado na mesa de voto, ele pegou no envelope, abriu a flap, e foi com a mão ao generosamente molhado papel protetor da fita de cola do envelope. Pois…. afinal era um envelope desses… faz sentido. Eu até estava com orgulho no quão bem eu tinha lambido aquilo, mas vi nos olhos dele que o sentimento não foi partilhado. O homem ficou só atordoado, ainda conseguiu fechar o envelope e pegar na folhinha que nos dão que diz que votámos, mas em vez de me a dar atirou-a com o envelope para dentro da caixa dos votos.

E é essa a minha história. Pessoalmente passou-me de cringe a hilariante muito depressa. Subi pela faculdade direito a tentar não me partir a rir que que fui à a mesa de voto para, às escondidas, tirar a máscara e dar um linguado molhado ao meu voto em tempo de pandemia.

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