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Jovem Conservador de Direita comenta opinião de Henrique Raposo no Expresso

«Mais uma excelente crónica do Dr. Henrique Raposo. De facto, Portugal tem muitas dificuldades em acompanhar o desenvolvimento dos outros países. Graças a cronistas como o Dr. Henrique Raposo estamos cada vez mais próximos do estrangeiro no que diz respeito a maluquinhos. É a beleza da internet. Quando vemos vídeos de maluquinhos nos EUA a gritar, sabemos inevitavelmente que há maluquinhos em Portugal a tirarem notas. Alguns até escrevem no Expresso.

Há muitas pessoas cépticas acerca da utilidade das máscaras. Essas pessoas não são cientistas. Mas têm direito a esse cepticismo saudável que, curiosamente, não se manifesta quando alguém lhes diz que o vírus foi criado por um grupo de lagartos ao serviço do Dr. Bill Gates para que as pessoas possam instalar o Microsoft Windows no hipotálamo através da vacina.

As pessoas não estão a gostar da experiência de passar por uma pandemia. Por isso têm de arranjar alguém com quem ficar zangadas por isso. Seja o Dr. Bill Gates, o governo que obriga a usar máscara ou os chineses. Basicamente, acreditam que a pandemia é um ataque pessoal para lhes atrapalhar a vida e precisam de ralhar com alguém. O Dr. Henrique Raposo, que tem o privilégio de ver os seus comentários no Facebook publicados por um dos mais importantes jornais do país em troca de dinheiro, acha que as máscaras na rua só servem para reforçar o medo. E faz esta afirmação, como se fosse factual, no título da sua crónica, que depois é partilhada pelo jornal em todas as suas plataformas. O Dr. Henrique Raposo é uma Dra. Maria Vieira com xanax. No fundo, o que ele quer é ganhar seguidores na crescente comunidade dos cépticos do covid, ao mesmo tempo que espalha desinformação.

A função de um jornal é informar, mas é uma excelente estratégia comercial ter alguns cronistas ignorantes que desinformem, para criar a necessidade de as pessoas se informarem nos jornais. Há o risco de as empurrar para um buraco de desinformação ainda maior, como os vídeos do Dr. João Tilly ou os grupos terraplanistas. Mas aí, os jornais poderão afirmar ainda com mais autoridade de que, num mundo cada vez mais polarizado e cheio de desinformação, a sua função como guardiões de informação é cada vez mais importante. É assim que o Dr. Raposo contribui para o futuro do seu jornal, criando pessoas que precisam de ler mais jornais.

Pessoalmente, sou a favor do uso de máscaras. Não apenas porque protegem a propagação do vírus. Gosto, por exemplo, de não ver a maior parte da cara das pessoas. A cara é uma ferramenta que as pessoas usam para nos manipular, despertando em nós a fraqueza da empatia. Com uma máscara na cara é mais fácil avaliar as pessoas por aquilo que produzem, sem que elas façam aquela cara ridícula de “não faça isso que tenho uma família para alimentar.” É mais fácil despedir um colaborador de máscara do que um colaborador com a cara à mostra. Mesmo quando a pandemia for ultrapassada só vou interagir com pessoas de máscara. Antes de entrarem no meu gabinete vão ter de colocar um elmo do Dr. Darth Vader ou uma máscara de esgrima para que não me possam manipular através de expressões faciais.

Relembro que o último episódio do meu podcast já está disponível. Foi gravado ao vivo na Remax Universal em Aveiro e pode ser visto aqui e no Youtube e ouvido nas plataformas habituais.»

Por: Jovem Conservador de Direita

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